sexta-feira, 25 de novembro de 2011
As pessoas são espelhos que refletem a nós mesmos.
“No meu 12º ano eu tive um brilhante professor de Psicologia. Se todos os professores fossem como ele o ensino estaria muito melhor…
Ele fazia-me lembrar o professor de inglês, representado pelo Robin Williams, no filme Clube de Poetas Mortos.
O meu professor de Psicologia era um professor, tal e qual como a personagem do filme, que ensinava os alunos a pensar por eles mesmos. Dizia-nos sempre para questionar a autoridade. Para nunca estarmos satisfeitos. Ele ensinou-me a ser inconformista. Para mim ele foi um ser muito especial que passou na minha vida.
Era emocionante vê-lo a dar aulas. Ele saltava; declamava líricas de cantores como o Sérgio Godinho; ensinava-nos o que era a arte do cinema; do teatro. Enfim, o homem era uma autêntica esponja de cultura e sabedoria.
Mas a grande maioria dos meus colegas odiavam-no. Diziam que ele era arrogante, cínico e super exigente.
- “Como é que podia ser?” - Pensava eu. Numa turma de 20 alunos, só 5 gostavam dele.
O que se passa aqui? O professor é o mesmo, no entanto, os 15 alunos viam nele algo diferente do que os restantes 5 alunos. Como pode ser? O que é que eles vêem de diferente? Como podiam eles dizer que o professor era arrogante, e cínico?
Eu só conseguia ver um brilhante professor, um excelente comunicador e um belíssimo motivador… Lembra-te, o professor é o MESMO. Eu não estou falando de pessoas diferentes!
Bem, o que acontece é que eu não poderia observar arrogância, porque eu não tinha arrogância em mim. Eu não podia observar cinismo porque não o tinha dentro de mim. Começa agora a fazer sentido a ideia do espelho?
Os meus colegas só podiam ver cinismo e arrogância no professor porque eles próprios tinham cinismo e arrogância dentro deles. Eles projetavam aquilo que tinham dentro deles para o professor.
É aquilo que todos nós fazemos. Graças à interacção com os outros, podemos reconhecermos-nos muito melhor.
As pessoas surgem nas nossas vidas para mostrar aquilo que temos dentro de nós mesmos. Sem haver relacionamentos é impossível saber aquilo que nós somos.
Por isso, meu caro amigo, ABENÇOE todos os seres que passam e passaram na tua vida.
Todos eles foram preciosos, agindo como espelhos para te mostrar aquilo que tu tens em ti e que deves “trabalhar”.
Começas a ver aqui o puzzle?
É que se todas as pessoas; todas as “personagens”, que aparecem na tua vida, são UMA PARTE DE TI então, é bom que sintas AMOR POR CADA UMA DELAS.
Principalmente àqueles que te fazem mais mal!”
autor desconhecido
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